HPV

HPV

Causas da doença, vacinação e prevenção

HPV
O papilomavírus humano (HPV) é a causa mais comum de doença sexualmente transmissível (DST). Esse vírus é muito contagioso, sendo possível adquiri-lo com uma única exposição.

 

Imunização

A vacina contra o HPV faz parte do calendário de imunização nacional e está disponível nas unidades básicas de saúde do município com o objetivo de realizar a prevenção do câncer de colo de útero.


A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente, que protege contra os 4 tipos de vírus HPV mais comuns no Brasil. Após tomar todas as doses da vacina o corpo produz os anticorpos necessários para combater o vírus, e assim, caso a pessoa seja infectada, ela não desenvolve a doença.


Meninas de 9 a 15 anos, meninos de 11 a 15 anos incompletos (14 anos, 11 meses e 29 dias), pacientes com HIV/Aids, oncológicos e transplantados de 9 a 26 anos devem tomar a vacina. 


A imunização para o público masculino passou a ser disponibilizada no SUS em janeiro de 2017, em razão que a vacinação desse público proporciona a proteção indireta das meninas, já que a vacina previne contra o câncer do colo do útero.


Meninos e meninas devem tomar duas doses da vacina contra HPV, com intervalo de seis meses entre elas. Para as pessoas que têm HIV, a faixa etária é de 9 a 26 anos, e o esquema vacinal é de três doses (intervalo de 0, 2 e 6 meses). Os pacientes com HIV precisam apresentar prescrição médica para receber a imunização.


Para os adolescentes que receberem a vacina, será fornecida uma carteira de vacinação. Segundo orientações da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo:
- O esquema vacinal a ser utilizado no Brasil será de 03 doses (0, 6 e 60 meses), ou seja, entre a primeira e a segunda dose há intervalo de 6 meses e entre a primeira e a terceira dose, de 60 meses (5 anos), Portanto, é muito importante que, em caso de mudança de residência, o endereço novo seja comunicado à Unidade Básica de Saúde para atualização no sistema, de modo que a adolescente possa ser localizada para receber a terceira dose da vacina.
- Nas situações de atrasos entre as doses, não haverá necessidade de recomeçar o esquema vacinal;
- Para as adolescentes que já tenham iniciado o esquema com a vacina bivalente (fornecida em clínicas privadas), que terminem com a mesma vacina, nos próprios serviços onde iniciaram o esquema. Caso não seja possível, poderão completar o esquema vacinal com a vacina quadrivalente no serviço público;
- Quando a vacina recebida não é conhecida, o adolescente poderá completar o esquema vacinal com a vacina quadrivalente no serviço público;
- Quando não são conhecidos os números de doses já recebidas, iniciar o esquema com a vacina quadrivalente;
- O adolescente que já recebeu ou completou o esquema de três doses na clínica privada não será revacinada com a vacina quadrivalente;
- O adolescente que recebeu duas doses de vacina HPV na clínica privada, e na impossibilidade de continuar no mesmo local, aplicar a terceira dose 6 meses após a primeira.
Administração simultânea com outras vacinas
Exceto com a vacina da febre amarela e a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), que somente podem ser aplicadas simultaneamente com a vacina HPV em situações de risco, as demais vacinas podem ser administradas simultaneamente com a vacina contra o HPV.


Contra- indicações da vacina
• Reação alérgica importante a um dos componentes da vacina
• Reação alérgica importante em dose anterior
• Gestantes
Situações a serem observadas
• Doença febril aguda grave. Recomenda-se o adiamento da vacina para que os sintomas da doença não sejam atribuídos à vacina. Adolescentes com resfriado ou febre baixa podem ser vacinadas.
• Trombocitopenia. É a redução no número de plaquetas. Porque pode ocorrer sangramento ou hematoma pela vacinação.
• Imunossuprimidas. Podem ser vacinadas.
• Amamentação. Adolescentes que estão amamentando podem receber a vacina.


Eventos adversos pós vacinação
Os seguintes eventos adversos podem ser observados: dor local, edema (inchaço) e eritema (fica vermelho) no local da aplicação. Podem ocorrer ainda: dor de cabeça, febre de 38ºC ou mais e, pela expectativa de dor, jejum prolongado, medo da injeção, pode acontecer desmaio. Esse evento, em outros países, ocorreu em 8 a cada 100.000 dose aplicadas.
Este último evento ocorre, no máximo 15 minutos após a adolescente receber a vacina. Por isso, é recomendado que a adolescente deva permanecer sentada por 15 minutos após a aplicação.

A Vacina
A vacina contra HPV que será distribuída no SUS é a quadrivalente, que previne contra quatro tipos de HPV (6, 11, 16 e 18). Dois deles (16 e 18) respondem por 70% dos casos de câncer de colo de útero, responsável atualmente por 95% dos casos de câncer no país. É o segundo tipo de tumor que mais atinge as mulheres, atrás apenas do câncer de mama.
O HPV é capaz de infectar a pele ou as mucosas e possui mais de 100 tipos. Do total, pelo menos 13 têm potencial para causar câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV, sendo que 32% estão infectadas pelos tipos 16, 18 ou ambos. No Brasil, a cada ano, 685, 4 mil pessoas são infectadas por algum tipo do vírus.


A vacina deve ser aplicada com autorização dos pais ou responsáveis. Ela tem eficácia comprovada para mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual e, por isso, não tiveram nenhum contato com o vírus.

Doença
O papilomavírus humano (HPV) é a causa mais comum de doença sexualmente transmissível (DST). Esse vírus é muito contagioso, sendo possível adquiri-lo com uma única exposição.


Segundo o Ministério da Saúde, todos os anos, 500 mil mulheres são diagnosticadas com câncer de colo de útero, e destas, 270 mil morrem em decorrência da doença.
No Brasil, o câncer de colo de útero é o segundo tipo de tumor que mais atinge o sexo feminino e a quarta causa de morte por câncer em mulheres, após o câncer de mama, de traqueia, brônquios e pulmões, e de cólon e reto.
Mais de 150 tipos de HPV foram identificados, sendo que 40 infectam a área genital. O HPV é responsável por 99% dos canceres de colo de útero, e destes 70% são devidos aos tipos 16 e 18. Mesmo assim, a maioria das infecções pelo HPV é transitória, sendo que 90% regridem em até 2 anos. Dez por cento das pessoas infectadas vão apresentar alguma manifestação clínica.


A vacina que será utilizada na Campanha nacional, contempla 4 tipos de HPV (6, 11, 16, e 18). Portanto, não elimina a necessidade de exame Papanicolau, porque nem todos os tipos de HPV que podem causar câncer de colo de útero estão incluídos na vacina.


a) O vírus
Os papilomavírus são classificados em tipos com números fornecidos conforme a ordem de sua descoberta.
b) Transmissão
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosas infectadas pelo vírus. A principal forma de transmissão é pela via sexual, que inclui: contato oral-genital, genital-genital, ou manual-genital. Mas a gestante contaminada também pode transmitir para o bebê na hora do parto. O tempo entre a infecção pelo HPV e o desenvolvimento de câncer cervical geralmente é de décadas. Várias pesquisas sobre o tempo de aquisição pelo HPV demonstram que grande parte ocorre logo após a primeira relação sexual. Em um estudo em estudantes nos Estados Unidos, a incidência da infecção foi de 38% após 02 anos da primeira relação sexual.


O HPV em todas as fases da vida:
- Bebê
O bebê pode apresentar verrugas no trato respiratório superior, principalmente na laringe, pela transmissão do vírus por sua mãe, na hora do parto. É raro, mas pode acontecer. Esta doença chama-se Papilomatose Respiratória Recorrente, e incide em 0,12 até 2,1 casos por 100.000 crianças com idade menor de 18 anos. 
Prevenção: Puericultura e pré-natal da mãe.


- Infanto-Juvenil
Neste grupo, que está em pleno crescimento e desenvolvimento, a caminho da puberdade e da maturidade sexual, é a fase mais apropriada, em termos de prevenção contra o câncer de colo de útero da população como um todo, para se imunizar. Quando, a grande maioria delas ainda não teve relação sexual e, portanto, não entrou em contato com o vírus. Além disso, há estudos que mostram que, ao se vacinar as meninas, indiretamente se protege também os meninos. Lembrando que nesta fase o desenvolvimento puberal já se iniciou e muitas vezes se dá a primeira menstruação (menarca). Hoje, no Brasil, a menarca acontece por volta dos 12 anos de idade.
Prevenção: Vacina contra o HPV e consulta com o ginecologista após a primeira menstruação.


- Na adolescência
Período de passagem da infância para a vida adulta quando transformações do corpo e psicossociais vêm acompanhadas de características comportamentais específicas desta faixa etária (vide nosso vídeo: “O que está acontecendo comigo?”). É nesta fase que muitos jovens iniciam a vida sexual e, portanto, pode ocorrer o primeiro contato com o HPV, e há também o risco de engravidar. As estatísticas atuais apontam que a primeira relação sexual no sexo feminino, no Brasil, acontece em média aos 14, 15 anos de idade e o índice de gravidez na adolescência entre 15 e 19 anos é de 17,7% segundo dados do IBGE em 2012. 
Prevenção: consulta com o ginecologista, exame Papanicolau e uso de preservativo.


- Na vida adulta:
A mulher já tem uma vida sexual ativa e, portanto, já pode ter entrado em contato com o HPV. Nesta fase da vida podem aparecer alterações no exame, que nem sempre vão evoluir para o câncer, mas é necessário o acompanhamento mais frequente com o ginecologista. Outras consequências da infecção pelo HPV também podem aparecer a partir 2 a 3 meses após o primeiro contato com o vírus: os condilomas, que são verrugas na região genital e no ânus. Estudos mostram que 1% de adolescentes e adultos, com vida sexual ativa, tem verrugas em ânus ou região genital.
Prevenção: consulta com o ginecologista, exame Papanicolau e uso de preservativo.


- Na gestação
Durante a gestação, a mulher deve comparecer em todas as consultas do pré-natal e realizar o exame Papanicolau. Nesta fase, há risco da mulher com HPV, na hora do parto, transmitir a doença para o seu bebê. 
Prevenção: consultas de Pré-natal, exame Papanicolau e uso de preservativo.


- Maturidade
Nesta fase da vida, onde muitas etapas já foram vividas com diversas oportunidades de se prevenir, ou não, as mulheres que tiveram contato com o vírus podem apresentar câncer em colo de útero, em vulva, vagina ou ânus causados por HPV. A história natural do HPV aponta para décadas entre a contaminação e o aparecimento do câncer, geralmente em mulheres de 35 a 55 anos de idade.
Prevenção: consulta com o ginecologista, exame Papanicolau e uso de preservativo.
Tratamento
A infecção pelo HPV não é tratada. O tratamento é feito para as lesões associadas. No caso das verrugas, a remoção das lesões diminuem a carga viral do HPV mas não elimina a infecção.

Cronograma
A vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde em São José dos Campos.

Quem ainda não tomou a primeira dose pode se dirigir até a UBS de referência do seu bairro e iniciar seu calendário vacinal. Para as meninas que já tomaram a primeira dose, a atenção para a data da segunda, pois é importante respeitar o calendário para que a vacina tenha efeito.