Audiências de conciliação batem novo recorde e resolvem 77 casos
Atualizado em 11/09/2019 - 18:54
MULTIRAO DE CONCILIAÇAO PROCON - 11-09-2019 - LUCAS CABRAL
As alunas Ana Júlia (à esquerda) e Mariana (à direita) felizes por promover a concórdia - Foto: Lucas Cabral/PMSJC

Cláudio Ribeiro
Secretaria de Apoio Jurídico

O segundo mutirão de audiências de conciliação do ano, realizado nesta quarta-feira (11), numa parceria entre o Procon de São José dos Campos e a Univap, solucionou 77 das 100 pendências apresentadas. Com 77% de êxitos, é o maior índice até agora, superando os eventos do mesmo período de 2018 (74%) e do primeiro semestre de 2019 (72%).

Tendo a participação de 40 estudantes do quarto e do quinto ano da faculdade de direito da universidade, as mesas de conciliação reuniram consumidores e fornecedores para a busca da possibilidade de acordo entre as partes. Todo os processos, que haviam sido abertos no Procon municipal, foram coordenados por profissionais do órgão.

Todos os alunos passaram por treinamento teórico e prático, que foi realizado na quarta-feira (4). O principal objetivo do mutirão é resolver o problema dos consumidores e evitar o prolongamento do conflito.

Para os acadêmicos que atuaram na mediação, ficou a sensação de alegria pelos entendimentos alcançados. “Estou muito feliz por ajudar uma pessoa a conseguir cancelar um serviço do qual ela não estava fazendo uso, e isso é importante porque desafoga o Judiciário”, disse a estudante Ana Júlia Mota, do quarto ano. Colega de turma, Mariana Porto destacou o caráter pedagógico da ação. “O professor sempre fala no curso do objetivo de buscar a paz social. E é isso que estamos procurando fazer aqui.”

O mutirão faz parte das atividades comemorativas dos 29 anos do Código de Defesa do Consumidor, promulgado em 11 de setembro de 1990. A programação prossegue na sexta-feira (13), das 13h às 15h, com duas palestras na Câmara Municipal. A entrada é gratuita, mas é preciso se inscrever pelo e-mail proconeduca@sjc.sp.gov.br. Os convidados são o juiz Marcos Alexandre Bronzatto Pagan e o promotor de justiça Fernando Alvarez Belaz.


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