Museu Vivo tem peteca com palha de milho, biscoitinho e violeiros
Atualizado em 20/10/2019 - 10:14
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
A dupla de violeiros Venito e Toni Franc é uma das atrações do Museu Vivo deste domingo - Foto: Divulgação - Foto: PMSJC

Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Ele não tem formação acadêmica, mas os saberes que adquiriu com seus pais e avós, ainda na infância, foram essenciais para definir sua atuação profissional na área do artesanato. Hoje, aos 48 anos, o mineiro Donizetti Pinto Ribeiro cria diferentes produtos artesanais feitos de palha de milho, bambu, fibra de bananeira e taboa. Além disso, há 20 anos dá aula de artesanato no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).  

Neste domingo (20), Donizetti vai compartilhar esses saberes com as pessoas que comparecerem às atividades do programa Museu Vivo. “Vou mostrar como se faz uma peteca com a palha do milho, que é uma coisa simples, mas também faço muitos outros objetos que estão à venda em lojas de São José e Jacareí, pois têm valor comercial, como bolsas em taboa, por exemplo”, explica Donizetti.

O programa Museu Vivo é realizado pelo Museu do Folclore de São José dos Campos aos domingos à tarde, das 14h às 17h, no Parque da Cidade, reunindo representantes da cultura popular regional, nas áreas de artesanato, culinária e música. Além de Donizetti, também participarão do encontro Ana Rosa dos Santos, que fará biscoitinhos de Minas, e a dupla de violeiros Venito e Toni Franc, que tocarão músicas sertanejas.

Biscoitinho de Minas

Ana Rosa dos Santos é natural de Sapucaí Mirim, mas a receita que vai compartilhar domingo leva o nome de biscoitinho de Minas. Ela passou sua infância na roça entre chuchus e sabugos de milho, criando bonecas e bichos, mas também teve tempo de aprender muita coisa com sua mãe, principalmente fazer vários doces. “Eu vivia atrás da minha mãe na cozinha e perguntava tudo, então fui aprendendo”, conta ela.

Dupla de violeiros

Tarcísio Paulo e Antonio Francisco Silva formam a dupla de violeiros Venito e Toni Franc. Tarcisio é mineiro e aos 7 anos ganhou um cavaquinho do pai, trocando o serviço da roça pela cantoria ao lado do irmão e, mais tarde, com outros parceiros. Já pensou em parar de tocar, mas ganhou um violão novo da sua mulher e preferiu seguir em frente. Antonio aprendeu a tocar violão sozinho, aos 10 anos de idade, quando morava na roça. “Nunca ninguém me ensinou uma posição de violão”, conta ele.

No mesmo horário, o público também pode visitar a exposição de longa duração do Museu do Folclore, criado em 1987 pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo e gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana

(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org


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