Museu Vivo terá palhaços e pipoca para lembrar o Dia das Crianças
Atualizado em 11/10/2019 - 15:34
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
Os palhaços Pimentinha e Babalu vão animar o Museu Vivo de domingo no Museu do Folclore - Foto: Divulgação - Foto: PMSJC

Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

Na semana em que se comemora o Dia das Crianças (12), o Museu do Folclore de São José dos Campos preparou uma edição bem lúdica para a edição do programa Museu Vivo deste domingo (13). A atividade contará com a presença de palhaços e terá distribuição de pipoca; além de artesanato em taboa. O programa é aberto ao público e ocorre na área externa do museu, das 14h às 17h.

O joseense Erik Rodrigues, 34 anos, já foi atleta e técnico de ginástica olímpica. Ainda como aluno dessa modalidade, teve seu primeiro contato com atividades circenses, pois seu treinador, à época, também era de circo. Foi nessa época que ele também conheceu sua esposa, Diane Vieira, filha de Maurício Aparecido Santos, o palhaço Ioiô. Mais tarde, Diane se tornaria a palhaça Babalu.

A convivência com os dois acabou resultando na criação do palhaço Pimentinha e, hoje, Erik faz parte do Grupo Trapalhaços, formado por ele, a esposa e o palhaço Pilim (o francês Alain Andre Yves Emile Contal), 77 anos, bastante conhecido no meio. “O palhaço tem alma de criança e em tudo ele vê um motivo para brincar”, diz Erik Rodrigues. No domingo, o Museu Vivo contará com a dupla Pimentinha e Babalu.

A pipoca vai ficar por conta de Doracy Trevisano, 68 anos, natural de Caçapava. Numa outra oportunidade que participou do Museu Vivo, ela fez uma receita que aprendeu com sua sogra, chamada por ela de rosquinha de São João, em homenagem ao Dia de São João. Apesar de ser mais simples, a pipoca também tem sua importância folclórica, pois o milho é um produto presente em muitas outras receitas da culinária popular.

Para fechar o grupo, Luis Pereira dos Santos, 57 anos, vai compartilhar sua sabedoria na utilização artesanal da taboa para fazer diferentes objetos, como cestas, bolsas e cadeiras. A taboa é uma planta aquática de fibra durável e resistente, “muito utilizada pelo meu avô, Manuel dos Santos, para fazer forro de casa, esteira, cadeira e mesa”, ressalta Luis da Taboa, como é conhecido.  

“Meu avô trabalhava totalmente com a taboa e meu pai o ajudou quando era criança. Depois meu pai retomou o artesanato com a planta e foi assim que eu aprendi também, olhando ele fazer e fazendo junto”, diz Luis. 

O programa Museu Vivo é realizado semanalmente pelo Museu do Folclore, reunindo representantes da cultura popular regional nas áreas do artesanato, da culinária e da música. Criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1987, o museu é gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos.

Museu do Folclore de SJC
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org


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