Encontro sobre hanseníase reúne coordenadores de cursos
Atualizado em 07/06/2019 - 10:34
Ubs Resolve Vila Maria. Foto: Claudio Vieira/PMSJC. 29-03-2019
Identificação dos casos suspeitos de hanseníase é feito nas UBSs, que fazem o encaminhamento para o CTP - Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Nei José Sant'Anna
Secretaria de Saúde

A hanseníase será tema de um encontro marcado para esta segunda-feira (10) entre profissionais da Vigilância Epidemiológica da Prefeitura de São José dos Campos e coordenadores de escolas e universidades que possuem cursos na área de saúde, cujos alunos realizam seus estágios nas unidades públicas de saúde do município. O evento acontecerá na Câmara Municipal, das 8h30 às 11h.

O encontro denominado “Conversando sobre a Hanseníase” tem como objetivo alertar e conscientizar os coordenadores dos cursos para a temática da hanseníase como doença negligenciada que atinge anualmente 25 mil brasileiros, colocando o país como o segundo no mundo em número de casos.

Segundo a Secretaria de Saúde, a proposta do encontro é alertar os coordenadores dos cursos para a existência da doença no município e a necessidade de alertar os alunos sobre esse tema. Com isso, eles poderão identificar os sinais e sintomas para que saibam conduzir os casos na simples suspeita, para que o diagnóstico seja feito o mais precocemente possível, possibilitando a cura sem sequelas.

Em São José dos Campos os pacientes com sintomas suspeitos são encaminhados pelas Unidades Básicas de Saúde para o Centro de Tratamento e Prevenção em Tisiologia, Dermatologia Sanitária e Lesões (CTP) para a confirmação do diagnóstico e tratamento. A cidade registra em média de 20 a 25 casos novos anualmente.

A doença

A hanseníase é uma doença de transmissão respiratória, causada por um bacilo que evolui lentamente. Leva em média de dois a sete anos entre o contato com o individuo em transmissão e o surgimento dos sintomas na pessoa suscetível.

Os sintomas se confundem facilmente com outras patologias, mas o que chama atenção inicialmente são manchas que podem adquirir coloração esbranquiçada, amarronzada ou avermelhada em braços, pernas, face e região posterior do tórax. Nestes locais, normalmente, ocorre perda de sensibilidade ao calor, frio, dor e tato.

Cerca de 10% da população nasce sem defesa natural à doença, sendo necessário contato frequente e prolongado (acima de 5 anos) para que a transmissão ocorra. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o paciente pode alcançar a cura. Porém, se não tratada a tempo a doença pode deixar sequelas irreversíveis.

O CTP localiza-se na Rua São Pedro, 55, Vila Maria (ao lado da UBS Vila Maria).


MAIS NOTÍCIAS
Secretaria de Saúde