Alunos do Decolar participam de lançamento de foguete
Atualizado em 07/06/2019 - 13:50
Lançamento de foguetes com alunos de astonomia do Decolar no MIC   06 06 2019
O experimento educacional realizado no Museu Interativo de Ciências é parte de um projeto dos alunos do Decolar - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Gisele Lopes
Secretaria de Educação e Cidadania

Nesta quinta-feira (6), professores facilitadores, voluntários e um grupo de alunos de 10 a 13 anos que integram o Programa de Desenvolvimento do Potencial e Talento (Decolar) participaram de um experimento de lançamento de foguetes confeccionados com garrafa PET.

A atividade realizada no Museu Interativo de Ciências, na região leste da cidade, contou ainda com uma palestra denominada “Foguetes e lançadores de satélites”, ministrada por Danton Villas Boas, tecnologista na área aeroespacial do Instituto de Aeronáutica e Espaço do DCTA, que atua há 34 anos no projeto e desenvolvimento dos foguetes do Programa Espacial Brasileiro e lançamento dos foguetes.

“Apresentei aos alunos a teoria dos foguetes, as leis de Newton envolvidas, o que é colocar em orbita um satélite, qual é a função do foguete e o Programa Espacial Brasileiro desde a fundação até os dias atuais. Eles interagiram bastante, demonstram muito interesse. É enriquecedor poder transmitir um pouco do conhecimento ao longo desses anos de trabalho.” 

Ansiosos, os estudantes que compõem as atividades de astronomia e programação do Programa de Desenvolvimento do Potencial e Talento, exibiam orgulhosos os foguetes, com direito a contagem regressiva e coleta de dados, por meio de filmagem e um cartão de memória acoplado em um Arduíno Nano um a um dos experimentos desbravaram os espaços externos do MIC.

Miguel Lima e Vitoria Nicole, das Emefs Dom Pedro de Alcântara e Elza Regina Elza Regina F. Bevilacqua, se uniram para a elaboração do foguete. Os estudantes explicaram o aprendizado por meio da atividade.

“Muito interessante aprender na prática", disse Miguel. "Na pratica, você percebe como funciona esteticamente”, completou Vitoria Nicole.

Para Lucas Samuel Rosa, aluno do 7º ano da Emef Vera Babo, a cooperação em equipe merece destaque. “Vale a pena pelas conversas com os amigos. Parece uma brincadeira. É uma experiência para lembrar a vida inteira”, afirmou.

“Foi muito criativo. Em cada etapa, a gente foi aprendendo mais sobre os foguetes, conhecimentos que são fundamentais para nossa vida e carreira”, disse Kaune Martins, da Emef Mariana Teixeira Cornélio. Com muita segurança, a estudante falou ainda que já decidiu que quer atuar como engenheira mecatrônica na área de foguetes.

O experimento educacional realizado no Museu Interativo de Ciências é parte de um projeto dos alunos do Decolar no FTI Águia 3 que será lançado no fim de outubro, no Centro de Lançamento de Alcântara no Maranhão.

Realidade

Além dos professores voluntários de astronomia, robótica e programação a atividade contou ainda com um especialista de vídeo de alta velocidade do laboratório do Instituto de Aeronáutica e Espaço.

 “A atividade realizada aqui, gravando o lançamento dos foguetes didáticos, é a mesma que a gente faz com o lançamento dos veículos oficiais em Alcântara, por exemplo. É importante eles saberem os dados que a gente consegue tirar desse trabalho, como é fazer ciência, astronáutica na prática", disse o sargento Wandeclayt.

Responsável pelo lançamento dos foguetes à base de garrafa pet, tenente Souza, que desenvolve trabalhos com veículos lançadores no Instituto de Aeronáutica e Espaço e no observatório do DCTA, classificou a atividade como uma divertida experiência. “Essa foi uma experiência muito legal. As crianças puderam aprender e se divertir ao mesmo tempo o verdadeiro sentido das ciências”, concluiu.

 


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