Museu Vivo ao gosto de cuscuz, amigurumi e música sertaneja
Atualizado em 22/06/2019 - 08:29
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
A dupla de violeiros Venito e Tony Franc participa mais uma vez do Museu Vivo, neste domingo - Foto: Divulgação/FCCR - Foto: Divulgação

Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

“Eu fui aprendendo a cozinhar com a minha mãe, depois sozinha e hoje já faço um ‘monte’ de coisas, tanto doce como salgado”. A declaração é da baiana Maria Ivane Santos Ferreira, a Vania do Jardim Americano, onde mora. Neste domingo (23), ela estará no Museu Vivo do Museu do Folclore de São José dos Campos, compartilhando este saber que carrega desde os tempos de infância. A atividade acontece das 14h às 17h e é aberta ao público. 

A iguaria faz parte do dia-a-dia de Vania. “Eu faço cuscuz para tomar com o café da manhã, quando chega alguma visita em casa e até pra quem nunca comeu. Não tem um momento certo, não tem hora”, diz ela. Aos 62 anos de idade, Vania demonstra muita disposição, seja para fazer ou para falar das receitas que gosta. No domingo, ela vai fazer um cuscuz baiano doce, com coco ralado e leite de coco.

Amigurumi

O Museu Vivo também vai contar com a participação da joseense Rosemary Laranjeira David, que faz bonecos e bichos em crochê, conhecidos como ‘amigurumi’ (técnica japonesa para criar pequenos bonecos feitos de crochê ou tricô). “Eu gosto de fazer crochê desde pequena, quando aprendi o básico sozinha. Depois, já adulta, o crochê me ajudou a enfrentar uma depressão e, aos poucos, fui buscando conhecer outras coisas”, explica Rosemary.

A atração musical ficará por conta da dupla de violeiros Venito (Tarcisio Paulo) e Toni Franc (Antonio Francisco Silva, paulista), que já participou do Museu Vivo em outra oportunidade. Tarcisio é mineiro e aos sete anos ganhou um cavaquinho do pai, trocando o serviço da roça pela cantoria ao lado do irmão e, mais tarde, com outros parceiros. Já quis parar de tocar, mas ganhou um violão novo da sua mulher e preferiu seguir em frente.

Antonio aprendeu a tocar violão aos 10 anos de idade, quando morava na roça. “Nunca ninguém me ensinou uma posição de violão”, é como conta. Teve um violeiro xará, também Antonio, fazia um pontilhado diferente, que o inspirou e hoje mostra com todo orgulho, em uma música da dupla Criolo e Seresteiro. Atualmente toca e canta com Venito muitas músicas que marcaram o sertanejo de seu tempo de menino.

Gestão 

O Museu do Folclore foi criado pela Fundação Cultural Cassiano Ricardo em 1987 e, atualmente, é gerido pelo Centro de Estudos da Cultura Popular (CECP), organização da sociedade civil sem fins lucrativos, com sede em São José dos Campos.

Museu do Folclore de SJC

Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana

(12) 3924-7318 – www.museudofolclore.org


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