Casa de Repouso 'Vó Laura' recebe oficina com crianças
Atualizado em 18/06/2019 - 18:29
Alunos do Cedin Amália Bondesan dos Santos visitam Casa de Repouso Vó Laura 18 06 2019
Além da troca de experiência e confecção de brinquedos à base de sucata, os idosos foram presenteados com produtos de higiene - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Gisele Lopes
Secretaria de Educação e Cidadania

Troca de experiência, confecção de brinquedos à base de sucata e muitas risadas marcaram a manhã desta terça-feira (18) para um grupo de 30 alunos, com idade entre 4 e 5 anos, do Cedin (Centro de Educação Infantil) Amália Bondesan dos Santos, no distrito de Eugênio de Melo, que teve a oportunidade de visitar um lar de idosos.

“Ela tem filhos e netos”, contou empolgada a pequena Sophia Silva, de 4 anos, sobre a conversa com a mais nova amiga, dona Geni de 72.

O bate-papo entre Mikaelly Ferreira, de 5 anos, e dona Ditinha, de 97 anos, também fluiu naturalmente. Quando questionada sobre a nova amiga, Mikaelly foi objetiva: "É legal”.

Rodeado de crianças, Ilson Souza, de 79 anos, que trabalhou como bombeiro, encantou os alunos com mágicas improvisadas. “Adoro conversar com as crianças. Fui o palhaço de circo “Lero-Lero”, contou.

A assistente social da instituição responsável pelos idosos explicou que Ilson foi bombeiro. Atuar como palhaço faz parte da imaginação do idoso, portador de Alzheimer.

“É um resgate de memória de vivência. Eles voltam à época que eram crianças. No período escolar, na conversa com os professores, eles se transforam, melhoram o humor. O interessante é que com as crianças eles podem ser o que quiserem, um bombeiro aposentado se transforma em mágico ou palhaço de circo”, concluiu Noêmia Freitas.

Além da troca de experiência e confecção de brinquedos à base de sucata, os idosos foram presenteados com produtos de higiene, fruto de uma campanha com crianças de 0 a 5 anos da escola de educação infantil.

“Trabalhamos o tema solidariedade com todos os alunos. Esse encontro serve para consolidar o respeito pela história dos idosos. Mais importante que os produtos arrecadados pelas crianças é a aproximação entre as idades e doação de tempo”, concluiu Lúcia Helena Lotério, orientadora pedagógica do Cedin.


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