Com novas atrações, Mercadão Vivo ganha elogios do público
Atualizado em 06/04/2019 - 20:22
Mercadão Vivo 06 04 2019
Obra de Pixinguinha atraiu muita gente ao Mercadão Vivo deste sábado - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Wagner Matheus
Secretaria de Inovação e Desenvolvimento Econômico

O projeto Mercadão Vivo já está mais que aprovado pela população de São José dos Campos como um espaço cultural, comercial e de lazer, nas manhãs de sábado, na Travessa Chico Luiz, em pleno coração da região central da cidade. Mas a edição deste sábado (6) se superou, com duas aberturas de eventos e todas as demais atividades fixas.

Desta vez, o ponto alto na atração de pessoas foi o 4º Festival de Choro Pixinguinha no Vale, que do sábado até o próximo dia 13 irá revisitar a obra do genial compositor e instrumentista por meio de shows, oficinas, palestra, workshop e rodas de conversas.

Na abertura do evento, a Corporação Musical Santana do Paraíba executou com muita competência os principais sucessos de Pixinguinha. O público, que lotou a grande tenda armada no terreno do Museu de Arte Sacra, era formado principalmente por idosos que se identificam com o choro e a música de antigamente.

Paulo Donizete Vilas Boas, 64 anos, morador do bairro São Dimas, na região central, disse que frequenta o Mercadão Vivo desde que o evento foi criado, mas garantiu que desta vez a atração lhe agradou em cheio.

“Eu venho aqui para curtir essas coisas, lembrar do passado, da época dos coretos. Hoje, não existe mais isso”, disse, garantindo que conhece a fundo a obra de Pixinguinha.

Quem quiser atingir o mesmo grau de conhecimento de Paulo, deve entrar no site www.pixinganovale.com e conhecer toda a programação do evento.

Francisco em barro

Ao lado, no Museu de Arte Sacra, outra atração inédita foi a abertura da exposição Simples como Francisco, da artista plástica Regina Pimentel. Ela modelou 26 peças em terracota, argila e shiro, mostrando todo o universo do santo da Igreja Católica. Além de várias imagens de são Francisco, outras peças reproduziram animais, lembrando as figuras de um presépio.

O recém-aposentado Kleber Santos, 46 anos, morador no Terras do Sul, região sul, aprovou a exposição. “Gosto de arte, acompanho a programação do museu, e agora que tenho mais tempo estou resgatando a minha convivência com todo ripo de manifestação artística”, garantiu, dizendo que estimula os dois filhos a fazer o mesmo.

Kleber também tem um motivo especial para frequentar o Museu de Arte Sacra. “Fui criado aqui perto do Mercado e a restauração dessa igreja [sede do museu] me traz muitas lembranças boas da infância”, conta. “A obra ficou excelente.”

Gente de fora também estava conhecendo o acervo do museu neste sábado. Os amigos Emerson Augusto Maia da Silva, 26 anos, de Paraibuna, e Rafael Ruan Barbosa, 16 anos, de Jacareí, gostaram do que viram e ainda ganharam uma longa conversa com a autora das peças da exposição.

“O que mais me chamou a atenção foi o detalhamento das figuras que ela fez”, elogiou Rafael. “Achei interessante, tudo o que é cultura me atrai”, observou Emerson.

A exposição Simples como Francisco fica no Museu de Arte Sacra até o dia 29 de junho. O museu está aberto de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 14h.

Walking Tour

Outra atividade da região central aos sábados é o Walking Tour, um passeio a pé por vários endereços que contam a história de São José dos Campos. Neste sábado, o passeio atraiu mais de 15 pessoas, que saíram do Mercado Municipal, visitaram os pontos do roteiro, e terminaram o passeio ao lado da Igreja São Benedito.

O carioca Bruno Alves, que está morando há apenas sete meses na cidade, lendo um jornal, ficou sabendo do City Tour e resolveu se inscrever, aproveitando para incluir sua mãe no grupo.

“Gostamos muito, o tour é bastante informativo e divertido, prende a atenção do público”, afirmou Bruno. “As guias demonstraram ter bastante conhecimento sobre o assunto.”

O Mercadão Vivo também atrai muito público com a sua programação fixa, a feira de artesanato e as apresentações artísticas com malabaristas e palhaços. Se ainda não conhece, não perca o próximo Mercadão.


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