Mulheres ocupam lugar de destaque na curadoria e crítica do 33º Festivale
Atualizado em 06/09/2018 - 10:16
Fundação Cultural Cassiano Ricardo
A atriz Georgette Faddel apresentou a peça Afinação I no Teatro Muncipal, na noite dessa terça-feira (4) - Foto: Divulgação/FCCR - Foto: PMSJC

Avelino Israel
Fundação Cultural Cassiano Ricardo

O lugar da mulher na Cena: Performatividade e Processos Criativos, é o tema da roda de conversa que acontece nesta quinta-feira (6), às 18h, no auditório do Museu Municipal de São José dos Campos, pela programação do 33ª Festivale. Tema que exemplifica bem duas particularidades inéditas desta edição -- a presença de uma mulher entre os curadores e um grupo só de mulheres no papel de críticas das peças apresentadas.

A roda de conversa será mediada pela atriz e professora do Unesp (Universidade do Estado de São Paulo), Lúcia Romano, acompanhada das atrizes do Coletivo Alcateia e Cia Teatro da Cidade. O encontro é aberto ao público e não necessita de inscrição prévia. Na opinião de Lucilene Dias, do Coletivo Alcateia, que auxilia na organização do festival, o estado patriarcal em que vivemos coloca a artista em segundo plano, por isso propusemos esse tema para a roda de conversa.

Para Fabiana Monsalú, curadora do festival, ao lado de Atul Trivedi e Rodrigo Morais Leite, o fato de São José estar se abrindo para esse diálogo e reconhecendo o lugar da mulher é muito importante. “É um avanço dentro de tantos retrocessos que vivemos. E o Festivale, com toda sua magnitude, abre um espaço importante diante das necessidades das mulheres”, disse Fabiana.

Fabiana é mestre em Teoria e Prática do Teatro pela USP e Licenciada em Teatro pela UFBA. Como jurada, mediadora teatral ou curadora, já foi colaboradora de diversos festivais importantes das artes cênicas.

Críticas

A dramaturga, escritora e roteirista Priscila Gontijo, uma das convidadas para redigir as críticas do festival, ao lado de Júlia Guimarães e Simone Carleto, acredita que as mulheres ainda são invisíveis no campo do pensamento. “Precisamos abrir espaço para novos pontos de vista, sair desse lugar de privilégio do homem. O Festivale está apontando saídas e novos olhares para deixarmos o embate sobre teatro ainda mais rico e potente”, afirmou.

“Debater sobre o lugar da mulher, seja qual for, é muito importante pois o mercado de trabalho ainda é um meio bem machista, incluindo o teatro, precisamos buscar o nosso espaço. Mulher ocupando um lugar de decisão é sempre uma ameaça para a sociedade patriarcal”, completou.

O Festivale é uma realização da Prefeitura de São José e acontece anualmente sob gestão da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, que este ano conta com o apoio da Associação para Fomento da Arte e da Cultura (AFAC), Parque Vicentina Aranha, Sesi São Paulo/São José dos Campos, Fundo Social de Solidariedade e Jovem Pan. 

 

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