Crianças e adolescentes da Fundhas participam de oficinas de capoeira
Atualizado em 04/09/2018 - 18:25
Crianças e adolescentes da Fundhas participam de oficinas de capoeira
Parceria entre a Fundhas e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo vai beneficiar cerca de 1.400 crianças e adolescentes, com atividades culturais e artísticas - Foto: PMSJC

Paula Pessoa
Fundhas

As oficinas culturais da parceria firmada entre a Fundhas (Fundação Hélio Augusto de Souza) e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo tiveram início nesta semana em sete unidades espalhadas por São José dos Campos. Até o final do ano, cerca de 1.400 crianças e adolescentes, com idade entre 6 e 14 anos, e 60 professores e educadores participarão das atividades. 

A chuva e o frio da tarde desta terça-feira (4) não desanimaram os cerca de 30 alunos da Unidade Embraer, no Putim (região sudeste), que participaram da oficina de capoeira. Conforme o ritmo do berimbau, as crianças e adolescentes foram entrando na roda e seguindo as orientações do professor Ederaldo Palácio, conhecido por mestre Laguinho.

“A capoeira faz parte da nossa cultura e, graças a Fundação Cultural e a Fundhas, podemos trabalhar nas aulas para manter e expandir uma tradição importante. Além do exercício físico que contribui na flexibilidade, coordenação motora e desenvoltura dos alunos, eles aprendem sobre cultura nacional e valores como respeito, disciplina e ordem”, explicou Laguinho, capoeirista há mais de 20 anos.  

“Para alguns é o primeiro contato com a musicalidade e dança da capoeira. Por isso, tornar a oficina próxima e parte da rotina deles é uma oportunidade especial”, afirmou o mestre.

Tradição e modernidade

Ana Clara Mendes Alves, de 11 anos, e Kauê Luiz Polidoro, de 10 anos, sonham em trabalhar como youtubers no futuro, mas, toda curiosidade e paixão pela tecnologia não diminuem a animação das crianças durante as aulas de capoeira. 

“Estou gostando muito, o ritmo e a música são bons, conhecemos instrumentos e aprendemos a tocar, cantar, fazer os movimentos e nos exercitar. Aprendi também que a capoeira é algo cultural que nos faz bem e não deve ser usada em brigas”, disse Ana Clara.

“Já fiz aulas de capoeira e é legal ter aqui na Fundhas, acho que é um aprendizado muito bom para nós. Gosto tanto da capoeira quanto das aulas de Informática”, diz Kauê.

Para Vinícius Santos Franco, de 11 anos, o exercício praticado é sadio e divertido. “Gosto do ritmo e das músicas cantadas na roda, os movimentos são diferentes, divertidos de aprender e, como exercício, fazem bem para a saúde”.

A parceria reforça o objetivo da Fundhas de favorecer os desenvolvimentos físico, intelectual, afetivo, cultural, recreativo e social dos atendidos, por meio das ações culturais e artísticas.

“Os alunos chegam aqui após a escola cheios de energia. Estas oficinas são momentos em que podem interagir com atividades diferentes, aprender, se divertir e liberar energia. As atividades são positivas para nossas crianças e adolescentes, pois contribuem na concentração, disciplina e no foco deles”, explicou a professora da unidade, Carolina Martins, do eixo de Promoção da Saúde e Cidadania.

Parceria

É a primeira vez que as instituições, mantidas pela Prefeitura, firmam uma parceria voltada à formação de professores. Semanalmente, os profissionais participam de oficinas de técnicas de contação de histórias, história em quadrinhos, filosofia, pedagogia da dança, modelagem em argila, gestão cultural, prática corporal de Lian Gong e memórias.

Além da capoeira, os atendidos pela Fundhas recebem oficinas de artes visuais, cultura da infância e da paz, dança folclórica, arte popular, gestão cultural, literatura, memórias e teatro. As atividades serão realizadas por 13 orientadores da Fundação Cultural e fazem parte do programa Arte nos Bairros.

A Fundação

A Fundhas é uma Instituição socioeducativa, mantida pela Prefeitura de São José dos Campos, que atende mais de 4.000 crianças e adolescentes da cidade com atividades diferenciadas (música, teatro, artes, esportes, fanfarra, dança, reforço escolar e cursos de iniciação profissional), no contraturno escolar.


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