3º Encontro dos Atores da Restauração Florestal reúne mais de 200 pessoas
Atualizado em 14/11/2018 - 15:09
III Encontro dos Atores da Restauração  Florestal do Vale do Paraíba  13 11 2018
A palestra de abertura foi realizada por Maria José Zakia, especialista em recursos florestais - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Priscila Veiga Vinhas
Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade

O 3º Encontro dos Atores da Restauração Florestal do Vale do Paraíba, realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos, reuniu mais de 200 pessoas nesta terça-feira (13). O evento reuniu diversas entidades integrantes da Rede de Atores da Restauração, representantes de 11 Prefeituras do Vale do Paraíba, empresas e indústrias ligadas às temáticas sobre água e floresta, pesquisadores do setor florestal e ambiental, agentes públicos de órgãos estaduais e federais, proprietários rurais e estudantes.

Durante a abertura, representantes da Prefeitura de São José dos Campos, Associação Parque Tecnológico de São José dos Campos, Agevap - Associação Pró-Gestão das Águas da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul, WWF Brasil e Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp destacaram a importância da temática da Restauração Florestal e a integração de atores, políticas públicas e tecnologias, visando a manutenção dos serviços ambientais, dentre eles a produção de água, fundamental para o abastecimento das populações e o funcionamento de cadeias produtivas.

A palestra de abertura foi realizada por Maria José Zakia, especialista em recursos florestais. Zezé Zakia, como é conhecida, falou sobre o desafio de fazer com que a restauração florestal cumpra papéis ambientais e econômicos, gerando valor compartilhado em toda a cadeia de restauração, sobretudo para o pequeno produtor rural que representa o elo mais frágil neste processo. “É preciso garantir o apoio para aqueles que estão no campo e fazem a coleta de sementes, produzem as mudas, plantam a floresta e sobrevivem da produção rural”, pontuou. Também destacou a vocação de biodiversidade do Vale do Paraíba e que as soluções propostas devem levar com conta a identidade cultural local.

Em seguida, Helena Carrascosa von Glehn, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo, falou sobre a iniciativa do polo florestal de múltiplos usos no Vale do Paraíba, que visa tornar florestas nativas em oportunidade econômica e ecológica para produtores rurais. “É possível conciliar produção, conservação de biodiversidade e geração de serviços ecossistêmicos. Realizar a exploração econômica sustentável respeitando as restrições legais, que resultem no desenvolvimento local e regional e em geração de renda”.

Alexandra Andrade, coordenadora da rede atores, falou sobre a expectativa de impulsionar uma economia de cunho florestal para a região.
"Para nós da rede de atores é um dia de muita alegria por reunir atores tão diferentes entre academia, universidades do vale, Ong's, empresas, institutos de pesquisa, órgãos governamentais estaduais, federais, prefeituras, que tem em comum o braço na restauração florestal. O foco é pensar o futuro e o componente restauração não apenas pelo resgate da paisagem natural e da manutenção da biodiversidade e dos serviços ambientais a ele associados, mas também pensando no viés econômico de geração de renda para o produtor rural".

Para a chefe do Departamento de Engenharia Ambiental, do Instituto de Ciência e Tecnologia da Unesp São José dos Campos, que coordena projetos de pesquisa na área de uso e ocupação do território e qualidade da água o evento vem fortalecer essa ponte. “A universidade funciona com este tripé de ensino, pesquisa e extensão, e esta integração com os projetos da região abre inúmeras possibilidades de pesquisa para estudantes que contribuam para o melhor uso do território rural, convertendo usos que gerem mais rentabilidade e menos impacto ambiental”.

O evento contou ainda com as palestras de Mário Luiz Teixeira de Moraes, docente da Unesp Campus Ilha Solteira sobre Produtos madeireiros das florestas: resultado de pesquisa de longo termo”; Lausanne Almeida, da Universidade Federal de São Carlos, sobre “Sementes florestais nativas da Mata Atlântica”, e de Eileen Acosta, da TNC do Brasil, sobre “A relação Água-Floresta: como estabelecer e monitorar”.

Os trabalhos continuam no período da tarde com exposição de projetos e pesquisas sobre o tema e grupos de discussão para abordar os eixos fundamentais para a política e economia florestal regional.

O 3º Encontro dos Atores da Restauração Florestal do Vale do Paraíba é resultado da parceria entre o grupo de Atores da Restauração, a WWF - Brasil e o Instituto de Ciências e Tecnologia da Unesp e conta com o apoio da Prefeitura de São José dos Campos, do Parque Tecnológico de São José dos Campos, da WRI Brasil, da TNC do Brasil, do Projeto Conexão Mata Atlântica, do Comitê das Bacias do Rio Paraíba do Sul, da Escola de Engenharia de Lorena EEL/USP e do Sindareia (Sindicato das Indústrias de Mineração de Areia do Estado de São Paulo).


MAIS NOTÍCIAS
Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade