Alunos de São José recebem premiação por projeto com a Nasa
Atualizado em 15/03/2018 - 19:17
Prêmio Globe
Premiação reconheceu a qualidade do trabalho realizado por educadores e alunos da rede no programa Globe, da Nasa - Foto: PMSJC

Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania

Como reconhecimento pelo trabalho realizado durante o Globe (Programa Global de Aprendizagem e Observação em Benefício do Meio Ambiente), desenvolvido pela Nasa (Agência Espacial Americana) e coordenado no Brasil pela Agência Espacial Brasileira (AEB), alunos e educadores de três escolas municipais se reuniram nesta quinta-feira (15) no Cefe (Centro de Formação do Educador) para evento de premiação e homenagem. 

O evento contou ainda com a presença de técnicos da Secretaria de Educação e Cidadania, diretores das escolas premiadas e representantes da AEB e da Nasa. As escolas Emef Profª Therezinha do Menino Jesus Nascimento, do Dom Pedro I (região sul); Emef Profª Lucia Pereira Rodrigues, do Jardim Santa Fé (região leste); e da Emef Profª Mariana Teixeira Cornélio, da Vila Dirce (região norte) receberam como prêmio uma quantia em dinheiro que deverá ser utilizada em projetos pedagógicos e menção honrosa pela excelência dos projetos apresentados.

A participação dos alunos da rede de ensino municipal aconteceu no ano passado e contou com coleta de dados ambientais sobre a larva do mosquito Aedes aegypti e o compartilhamento de dados mundialmente, disponibilizando informações locais e acessando documentos de outros Estados e países para estudo, através do aplicativo do Globe. Segundo as representantes da Nasa presentes no evento, o trabalho dos alunos foi considerado “fantástico” e as informações coletadas pelos estudantes de São José dos Campos e do Rio de Janeiro geraram mais dados do que o resultado isolado de outros países.

De acordo com a AEB a participação dos alunos é significativa, pois “se uma criança pode observar e acompanhar o desenvolvimento de larvas hoje, ela também poderá observar e acompanhar as estrelas, no futuro”. A Secretaria de Educação e Cidadania destaca a parceria com o Globe como uma oportunidade de realizar projetos inovadores aprimorando a qualidade do que é oferecido aos estudantes.

Reconhecimento e gratidão

A escola Emef Profª Therezinha do Menino Jesus Nascimento, do Dom Pedro I (região sul), foi premiada pelo projeto “Zika Zero, xô mosquito!” e esteve no evento com cerca de 10 alunos. “No começo, quando a professora avisou para a gente que a nossa escola poderia participar foi uma surpresa muito boa, a gente participou com muito carinho e dedicação, nos esforçando ao máximo pra ter um reconhecimento e estamos muito felizes porque o objetivo foi alcançado”, disse a aluna de 14 anos, Mariane de Oliveira Reis Alves, do 9º ano.

A experiência positiva foi marcante também para a professora Regiane Carvalho, que recebeu o prêmio junto com os alunos. “O sentimento é de trabalho reconhecido e esforço, que tudo valeu a pena. E que todo sonho que tenho, como professora, para meus alunos, não é só um sonho, mas é uma sementinha colocada no coração de cada um deles que a gente sabe que dará bons frutos, como essa premiação”, disse animada.
Entre o grupo responsável pelo projeto “Lutando contra o Aedes”, da Emef Profª Lúcia Pereira Rodrigues, do Jardim Santa Fé (região leste) estava a aluna Daniele Lima de Oliveira, de 14 anos, estudante do 9º ano. “Participar do projeto foi algo de muita honra para mim. A gente adquiriu um conhecimento enorme e agradece muito as pessoas que investiram no nosso potencial. Foi uma experiência inovadora, a gente se aproximou muito como colegas, foi interessante saber todos esses dados que antes nem tinha noção e adquirir esse conhecimento foi extremamente importante. Este reconhecimento mostra que o nosso desempenho valeu a pena”, afirmou a aluna.

“Reflexos da participação no Programa Globe” foi o tema escolhido para projeto pela equipe da Emef Profª Mariana Teixeira Cornélio, da Vila Dirce (região norte), que além de ter no grupo alunos muito interessados, realizaram ações multiplicadoras com a comunidade.

“Foi muito interessante porque primeiro fizemos um trabalho onde apenas participaram alunos que tinham interesse na pesquisa. Eram alunos dos 7º e 8º anos e foi muito bom porque tiveram oportunidade de se conhecer e interagir, se tornarem mais amigos e também fazer a pesquisa e coleta de material, intervenções convidando outros alunos para serem multiplicadores da informação nas casas deles e na comunidade. Foi um trabalho muito interessante que motiva para que conquistem muito mais”, disse a professora Teresa Domingues.

“Esse prêmio me mostra que você não precisa saber tudo, você vai adquirindo conhecimento até chegar onde quer chegar. E foi isso que aconteceu com a gente”, concorda o aluno do 8º ano, Nathan Carlos Braga do Carmo, de 13 anos.


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