Escolas municipais recebem concertos didáticos de música clássica
Atualizado em 19/06/2018 - 18:24
Apresentação do Grupo Ribalta  EMEF Emmanuel Antonio dos Santos 19 06 2018
O projeto de educação musical tem como parceiro o Instituto Luzes da Ribalta e irá realizar 16 concertos didáticos nas escolas - Foto: Charles de Moura/PMSJC

Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania

Iniciação na educação musical e formação integral de estudantes são alguns dos objetivos do projeto de educação musical e canto coral nas escolas de ensino municipal de São José dos Campos. O projeto tem como parceiro o Instituto Luzes da Ribalta e irá realizar 16 concertos didáticos nas escolas da cidade nos próximos meses.

Nesta terça-feira (19), os alunos da Emef Emmanuel Antônio dos Santos, no bairro Frei Galvão (região leste), foram os primeiros a receber um concerto didático na escola. Os músicos do Luzes da Ribalta se apresentaram com o coral da unidade escolar para alunos dos anos iniciais, professores e funcionários. Atualmente, a rede de ensino municipal conta com cerca de 20 grupos de coral em 16 unidades escolares.

No repertório, sucessos como “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, “Viva La Vida”, do grupo Coldplay, e a clássica “Con te partiro”, de Andrea Bocelli, agradaram o público. E os versos de “Carinhoso”, do Pixinguinha, trouxeram emoção ao pátio da escola que, durante a tarde, se transformou com a música.

“Este trabalho muda a realidade das crianças, levamos música erudita, que poucos conhecem, para diversos lugares, é uma forma de disseminar cultura. A troca entre o público e os músicos é muito especial, a arte transforma e sentimos isso. O Ribalta significa transformação social para mim, fazemos o melhor pela música e isto muda tudo em volta”, afirmou Christianne Giannelli, diretora cultural do Instituto Luzes da Ribalta.

O Instituto Cultural Luzes da Ribalta, fundado há três anos pelo professor de música Deusdete Guimarães, é uma organização que atende cerca de 35 crianças e adolescentes, entre 6 e 17 anos, no Parque Interlagos, na região sul. A maioria dos participantes do Instituto é aluno da rede municipal de ensino.

Em turmas separadas pelos níveis iniciante e avançado, os estudantes aprendem violino, viola erudita ou violoncelo. Os estudos, aliados às apresentações, alimentam sonhos dos jovens artistas.

“A música é tudo para mim, desde pequena falava que queria aprender a tocar violino, acompanhava apresentações pela televisão, via concertos. E hoje, quando estou tocando sinto uma emoção forte que não dá pra explicar, é uma paixão. Quero tocar em uma grande orquestra, como a de São Paulo, no futuro, estarei realizada”, contou Letícia Viana Caraça, 11 anos, membro do grupo Ribalta.

“A minha filha desde pequenininha sempre gostou de música. Tive a oportunidade de conhecer o Ribalta e ela amou de imediato, participa há três anos, a capacidade dela de concentração e a leitura aumentaram muito. Ela se desenvolve melhor e tem um convívio muito bom com os colegas da orquestra”, disse a mãe de Letícia, Sônia Regina Viana.

Aprendizagem significativa 

A iniciativa da Secretaria de Educação e Cidadania busca o desenvolvimento da percepção e da expressão musical por intermédio da voz, com foco na formação de grupos corais infanto-juvenis da rede de escolas. Os grupos ensaiam no contraturno das aulas.

Para Lucas Sena, do 1º ano da Emef Emmanuel Antônio dos Santos, de 6 anos de idade, cantar no coral é muito maravilhoso. “Para mim, a música é uma arte especial. Sinto alegria quando canto e fico bem, o meu desejo é que todos possam ter aulas de música”, disse o aluno do 6º ano, Nikolas Rian.

E os aprendizados por meio da música despertam também boas emoções nos alunos. A aluna do 1º ano, Maria Vitória de Oliveira, é conhecida por nunca faltar nas aulas e ensaios do coral. “Hoje cantamos aqui e foi muito bom. Quero continuar cantando no coral da escola e fazendo apresentações”, disse.

“Senti só felicidade cantando no coral, achei que nem parecia que passou uma hora, pareceu que eram 15 minutos. A música é praticamente minha vida, canto desde os três anos, e desde os sete toco flauta. Sonho em ser dentista e continuar com a música dando aulas de flauta”, contou emocionada Kelly Vitória, do 6º ano.

Segundo a equipe técnica da Secretaria de Educação e Cidadania, a música contribui para o aprendizado significativo, que fica marcado também por experiências práticas vivenciadas pelos alunos.


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