Garoto da base divide paixão entre a malha e o futsal
Atualizado em 21/07/2018 - 10:28
Jogos Regionais
Luis Eduardo Soares, de 17 anos, está disputando os Jogos Regionais de Ilhabela e São Sebastião - Foto: Divulgação

Thiago Fadini
Secretaria de Esporte e Qualidade de Vida

Entrar para as categorias de base do programa Atleta Cidadão, mantido pela Prefeitura de São José dos Campos, é um bom caminho para os jovens que buscam uma carreira desportiva ou bolsas de estudo por meio do esporte.

Reconhecido nacionalmente, o programa que existe há quase 20 anos contribuiu para a formação de milhares de crianças e adolescentes, não somente joseenses de origem, mas também para os de coração.

Um bom exemplo do sucesso do trabalho é Luis Eduardo Soares, 17 anos, que de tanto talento se firmou como atleta em duas modalidades que disputam os 62º Jogos Regionais em Ilhabela e São Sebastião: a malha e o futsal.

No entanto, impossibilitado de participar dos dois torneios, optou por representar a cidade na raia de malha, modalidade que, embora menos badalada que o futebol de salão, é a pela qual sente maior carinho.

“Praticamente nasci num campo de malha. Meu pai teve que adiantar meu parto para poder ir aos Jogos Regionais de Santos. Meu pai é apaixonado pela malha e eu estou seguindo os passos dele”, contou Luis Eduardo.

Natural de Pindamonhangaba, o garoto se mudou há cinco anos com os pais para São José, devido ao amor pela malha. Entrou para o elenco, se firmou como força essencial para a equipe e recentemente foi convocado pela Federação Paulista para compor a seleção estadual. O calendário de jogos é cheio, mas quem vê o sorriso tímido do menino percebe que a rotina não é nenhum complicador.

“Tem vezes que o jogo é em Ourinhos, aí temos que sair meia noite de sábado para chegar lá 6 horas da manhã, jogar às 9h, aí chega aqui 11h, meia noite. No outro dia começa a rotina de novo”, disse o atleta de 17 anos.

Gente grande

Luis Eduardo, assim como os mais de 370 jovens atletas levados pela comitiva da Secretaria de Esporte e Qualidade de Vida ao litoral norte, leva uma vida que exige responsabilidade e organização.

Para se manter nas categorias de base do elenco sub-18 e futsal, ele precisa ir bem no último ano do ensino médio e não deixar o rendimento desportivo cair. Com isso, ele recebe apoio estrutural para representar a cidade em competições estaduais e nacionais.

A agenda semanal é regrada. Os treinos de futsal acontecem de segunda a quinta-feira. O estudo fica para a manhã, o treinamento para o período da tarde e o descanso somente à noite. Na sexta-feira, o estudo continua logo cedo e o treino de malha é o que domina a tarde. Sábado, é o inverso: o descanso é pela manhã e o treino na malha vai até o anoitecer.

“Cada período do meu dia tento me concentrar somente numa coisa. De manhã esqueço futebol, esqueço malha e foco no meu estudo. De tarde esqueço estudo, esqueço malha e foco no meu futebol. Quando estou na malha, esqueço tudo e foco na malha”, disse Luis Eduardo.

Fazendo o que gosta

O garoto que se divide entre duas modalidades entrou para o elenco de futsal sub-18 no meio do ano de 2017, após receber um convite da comissão técnica, que já o conhecia de um time de base de Pindamonhangaba, para uma semana de treinos.

Ele contou também que quase teve que escolher entre um esporte ou outro. Como integrante da delegação de Pinda até então, decidiu não ir aos 61º Jogos Regionais em Caraguatatuba para ter uma chance de vestir a camisa joseense um dia. A pressão não foi simples de lidar. “Meu pai pediu para tomar a decisão e foi difícil”, disse.

Passados os sete dias de testes à convite do Atleta Cidadão, Luis ouviu do técnico a seguinte frase: ‘agora quero que você participe como jogador, você está na equipe’. “Eu não acreditei, é São José. Todo mundo queria chegar aqui. O ambiente é muito bom, os moleques me receberam de braços abertos, gosto muito do treinador e ao decorrer do ano fui crescendo”, relatou Luis Eduardo.

Mas ciente de que a carreira no esporte, tanto na malha quanto no futsal, não tê estradas fáceis de se trilhar, ele já projeta um futuro profissional dentro da área que mais ama e admira, pois se não puder atuar competindo, poderá ajudar outros a chegarem onde ele está hoje.

“Se eu não engrenar na malha, quem sabe no futebol, ou se não for no futebol, quem sabe na malha”, afirmou Luis, que também pensa em entrar para a graduação em Educação Física para ‘não fugir da área’, afirmou Luis Eduardo Soares.


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