Alunos da região leste participam de projeto de robótica
Atualizado em 18/07/2018 - 18:24
Alunos da região leste participam de projeto de robótica
Formado por 12 alunos e sob a orientação de um professor voluntário, o grupo se reúne duas vezes por semana na Emef Profº Waldemar Ramos - Foto: PMSJC

Paula Pessoa
Secretaria de Educação e Cidadania

“Ajudar o mundo com as nossas ideias” é o lema do Elite Storms, time de robótica da Emef Profº Waldemar Ramos, no bairro Vista Verde, região leste de São José dos Campos. Formado por 12 alunos e sob a orientação de um professor voluntário, o grupo se reúne duas vezes por semana na escola para aulas e treinamentos e se prepara para torneios.

O time completa um ano neste semestre em meio aos preparativos para o Torneio Brasileiro de Robótica (TBR), que acontece em Lorena (SP), em outubro.

Tudo começou quando a equipe do Brazilian Storm FRC, time da escola estadual Profº Alceu Maynard Araújo, que fica no Jardim Motorama, propôs ao professor Vanderson de Souza a ideia de apoiarem um novo time de First Lego League (FLL), programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens se entusiasmem com ciência e tecnologia.

A proposta se tornou possível graças a parceria e o apoio da direção da Emef Profº Waldemar Ramos, que realizou uma seleção entre os alunos interessados em compor o time. Os estudantes têm entre 11 e 13 anos e foram escolhidos pelo bom desempenho nos estudos e interesse em comum. Além de membros da Emef Profº Waldemar Ramos, o Elite Storm conta com dois alunos da Emef Profº Possidônio José de Freitas, do Galo Branco.

Desafios e estratégias

O espaço da oficina da escola vira centro de treinamento para a equipe que, no período noturno, às segundas e quartas-feiras, têm aulas de robótica, programação e montagem das peças Lego que formam o robô. Os materiais foram cedidos pela Secretaria de Educação e Cidadania.  

Durante as competições, o robô, que é todo programado no computador, deve andar sozinho e cumprir as provas sem o uso de controle remoto. A cada competição, o grupo tem desafios e missões diferentes, sempre relacionados ao tema do torneio. É preciso se planejar com possíveis imprevistos como o tempo de duração da bateria do equipamento, obstáculos que o robô possa ter que enfrentar, entre outros.

O Miguel Arc Souza tem 11 anos e estuda de manhã na Emef Profº Possidônio de Freitas, e duas vezes por semana ele se junta ao pai Vanderson e aos colegas do time para aulas e treinamentos na Emef Profº Waldemar Ramos. A experiência com a robótica alimenta os sonhos de Miguel de ser cientista e trabalhar com química e robôs no futuro.

“O que acho mais legal aqui é que aprendemos de um jeito divertido, além de podermos competir com os robôs e as pessoas que a gente conhece e encontra nas competições. Para mim, o importante é o contato com as pessoas e os temas que estudamos para o projeto para relacionar com as missões, como por exemplo o uso consciente da água, gostei de estudar sobre isto”, contou o aluno.

Segundo o time, as estratégias e o trabalho em equipe são alguns dos pontos mais avaliados por juízes nas competições. O Elite participou de um torneio First Lego League (FLL) em fevereiro deste ano, em Indaiatuba (SP), onde competiu com cerca de 47 equipes do estado de São Paulo, formadas por alunos de 9 a 16 anos de idade.

Valores e sonhos

O líder do Elite Storms é o técnico em Mecânica, Vanderson da Silva Carvalho de Souza, que participa acompanhado do filho Miguel e da família, que apoia o time nas atividades. Apaixonado por robótica, Vandinho, como é conhecido entre os alunos, acredita nos valores humanos transmitidos pelo projeto.

“O mais importante são os valores vividos. Sempre comparamos o que eles aprendem aqui nas aulas com o que eles passam no mundo lá fora, são lições para a vida deles através do respeito, união, amizade, trabalho em equipe e liderança”, disse Vanderson.

O professor voluntário conta que sua principal motivação vem da vontade de ajudar as pessoas e mudar o mundo pelas ideias. “Eu falo para eles: temos competência de fazermos coisas grandiosas começando aos poucos. Saber que cada um deles tem essa capacidade de fazer algo para o mundo através da tecnologia é o que mais me motiva. Meu filho participa junto, o que eu quero e passo para ele, quero para a equipe toda também”, ressaltou.

“As novas descobertas me motivam, toda hora descobrimos algo novo e eu tenho uma ânsia de aprender gigante, me sinto motivado pela robótica”, disse João Vitor Torquato, de 13 anos, aluno do 8º ano e um dos membros do time. O jovem, que pretende seguir carreira em programação ou aviação, destacou como principais aprendizados o trabalho em equipe e a habilidade de comunicação.

Milena Raphaelle Silva Teixeira, também de 13 anos, almeja se aprofundar nos conhecimentos técnicos da robótica. “Penso em seguir estudando robótica, estou procurando bolsas em cursinhos e escolas para me inscrever e tentar. Esta experiência com robôs tem marcado minha vida de um jeito que não consigo explicar, quero seguir neste caminho”, disse.

Sobre o torneio

O torneio de Robótica First Lego League (FLL) é um programa internacional de exploração científica, projetado para fazer com que crianças e jovens de 9 a 16 se entusiasmem com ciência e tecnologia e adquiram habilidades valiosas de trabalho e de vida. Os jovens usam a imaginação e a criatividade para investigar problemas e buscar soluções inovadoras que contribuam para um mundo melhor.

No Brasil, o Departamento Nacional do Serviço Social da Indústria (SESI) é a instituição responsável pela operação oficial da FLL e tem promovido anualmente a organização de torneios regionais e do torneio nacional, bem como a articulação da competição realizada no Brasil com os operadores internacionais, estimulando a participação de equipes brasileiras em eventos no exterior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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