1ª avaliação de densidade larvária do ano aponta índice de 1,4
Atualizado em 08/02/2018 - 18:19
Arrastão contra a dengue na zona norte
Durante o levantamento, foram encontrados 7.131 recipientes em condições de acumular água - Foto: Claudio Vieira/PMSJC

Nei José Sant' Anna
Secretaria de Saúde

A primeira Avaliação de Densidade Larvária (ADL) do ano, elaborada pela Prefeitura, revelou um índice de 1,4, que representa estado de alerta em relação à infestação do mosquito Aedes aegypti em São José dos Campos. O levantamento foi divulgado nesta quinta-feira (8), pela Secretaria de Saúde.

O índice larvário (Índice Breteau) corresponde ao número de recipientes positivos (com larvas do mosquito Aedes aegypti) pelo número de imóveis pesquisados durante a avaliação. Ou seja, considerando a média de toda a cidade, para cada 100 imóveis pesquisados, foram encontrados 1,4 recipientes positivos.

As equipes do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) visitaram 12.745 imóveis (328 quadras), de todas as regiões, no período de 16 a 31 de janeiro. Foram efetivamente trabalhados 10.924 imóveis (85,70%), pois 1.821 (14,20%) estavam fechados no momento da visita.

Segundo o CCZ, índice larvário está dentro do esperado devido ao período mais chuvoso nesta época do ano. Em janeiro de 2016, o índice também foi de 1,4. No ano passado foram realizadas quatro pesquisas. A última, que aconteceu em outubro, revelou um índice larvário de 0,2; a primeira avaliação, em janeiro, apresentou um índice de 1,0 (estado de alerta); a segunda, em maio, de 0,6 (satisfatória) e a terceira, em julho, apontou índice de 0,1.

Durante o levantamento, foram encontrados 7.131 recipientes em condições de acumular água (possíveis criadouros), sendo que 3.818 tinham água no momento da vistoria (53.5%).  Entre os 45 tipos diferentes de possíveis criadouros, os principais foram prato de planta, balde, pneu, tambor/vaso, lata e planta aquática.

Das 16 áreas pesquisadas, 9 apresentaram nível inferior a 1, que é o preconizado pelo Ministério da Saúde, e 7 acima deste índice. Por ordem decrescente, os bairros que apresentaram os maiores índices foram Vila Ester /Pasto Alto; Esplanada do Sol / Vila Ema; Vista Verde /Jardim Americano; Vila Tatetuba/Vila Industrial; Jardim Colinas; Vila Maria e Jardim São José II/Santa Cecília I.

Com base nos dados obtidos nessa avaliação, serão definidas as melhores formas de combate às doenças no próximo período. Por exemplo, pode-se redirecionar e intensificar algumas medidas ou alterar as estratégias de controle do mosquito adotadas pelo município.

O ano de 2017 fechou com 438 casos de dengue. Embora tenha havido uma queda de 74,6% em comparação com 2016, a Prefeitura entende que o monitoramento precisa ser constante, sobretudo no controle aos possíveis criadouros do mosquito transmissor das arbovirores, como dengue, chikungunya, zika e febre amarela.

No primeiro mês deste ano, foram registrados 57 casos de dengue e nenhum de chikungunya e zika.


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