Fernanda Niquirilo
Educação e Cidadania
Colaborou o estagiário Igor Claret
São José dos Campos vem se consolidando como referência no Desafio Liga Jovem.
Na última edição, um dos destaques foi o aplicativo “Turistou”, desenvolvido por estudantes da Emefi Prof.ª Mercedes Carnevalli Klein, no Jardim Satélite, região sul.
O projeto chegou à final nacional da competição, realizada em Belém (PA), após disputar com mais de 62 mil estudantes de todo o país.
Neste ano, cinco projetos de quatro escolas da rede de ensino municipal estão na fase estadual da 4ª edição do Desafio Liga Jovem (DLJ), promovido pelo Sebrae em parceria com o Instituto Ideias do Futuro.
A iniciativa incentiva os participantes a desenvolverem soluções criativas e de impacto para problemas reais da escola ou da comunidade, utilizando a tecnologia como ferramenta de transformação.
Na rede municipal, participaram do desafio estudantes dos 8º e 9º anos das 45 unidades que atendem aos anos finais do ensino fundamental.
Nesta edição, os cinco projetos que avançaram para a fase estadual da competição são:
Projetos sustentáveis
Os estudantes da Emefi Prof.ª Vera Lúcia C. Barreto estão na etapa estadual com dois projetos. Um deles é o EcoViva, desenvolvido por alunas do 8º ano. A proposta é criar um aplicativo que incentive a população a realizar ações de cuidado com o meio ambiente, como reciclagem de lixo e descarte correto de óleo, entre outras práticas sustentáveis.O aplicativo também busca estimular boas ações por meio de um sistema de pontuação. A cada atividade realizada, os usuários acumulam pontos que podem ser utilizados para resgatar cupons de empresas parceiras.
Já o EcoINK, também desenvolvido por alunos do 8º ano, utiliza a casca de ovo, rica em cálcio mineral, para a criação de uma tinta fluorescente. O projeto também prevê um aplicativo por meio do qual as pessoas poderão informar a quantidade de material que será doada, com um preço único. Motoristas irão até o local indicado para realizar a coleta das doações.A proposta tem como público-alvo pessoas mais jovens, além de donos de casas de shows e de eventos.
Projetos e expectativas
As estudantes responsáveis pelo EcoViva, Giovanna Ribeiro, de 14 anos, Maria Clara Marciano, de 13 anos, Bruna Margarida, de 13 anos, Sophia Silva, de 13 anos, e Rafaela Dias, de 13 anos, contaram como foi desenvolver o projeto e falaram sobre a expectativa para a próxima etapa.“Estamos com a expectativa alta e queremos ganhar, mas reconhecemos que já chegamos longe e já estamos felizes, porque foi uma experiência muito boa participar do evento”, disseram.

Os alunos responsáveis pelo EcoINK, Miguel Nunes, de 13 anos, Uriel Gomes, de 14 anos, Davi Henrique Carvalho, de 13 anos, Lucas Guilherme Oliveira, de 13 anos, e Caio Gabriel Ramos, de 14 anos, também comemoram a classificação e esperam avançar para a etapa nacional.
“Estamos animados e felizes por chegarmos nesta fase e queremos ir para a final nacional mostrar nosso trabalho. Foi uma experiência muito boa participar desse projeto e criar esse app”, afirmaram.

O professor de enriquecimento curricular Pedro Pinto Figueira, que acompanha os estudantes, destaca a importância do trabalho desenvolvido ao longo dos anos e a continuidade da formação.
“Na Prefeitura temos a matéria de enriquecimento curricular e trabalhamos com eles desde o sexto ano essa parte criativa, o protagonismo juvenil e o empreendedorismo.Quando chegam ao 8º ano, para o Desafio Liga Jovem, eles já têm um aprendizado que ajuda a pensar em ideias sustentáveis. Estamos muito felizes pelo Top 6 estadual e vamos comemorar muito se passarmos para a próxima fase, mas já estamos satisfeitos com essa conquista”, disse.

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