Febre maculosa

Febre maculosa

Orientações à população para evitar a doença

O CARRAPATO

 

No Brasil, os principais vetores e reservatórios da riquétsia, a bactéria que causa a febre maculosa são os carrapatos do gênero Amblyomma, tal como o A. sculptum (= A. cajennense) conhecido como carrapato estrela.

Animais domésticos e silvestres tais como cavalos e capivaras mantem as populações de carrapatos na natureza, além do papel pontual das capivaras como hospedeiros amplificadores naturais da riquétsia.

A DOENÇA

 

O que é?

 

A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas até formas graves, com elevada taxa de letalidade. A febre maculosa é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia.

 

Como se transmite?

 

É transmitida pela picada do carrapato infectado com a bactéria.

Sintomas

 

Os principais sintomas da Febre Maculosa são:

  • Febre acima de 39ºC e calafrios, de início súbito.
  • Dor de cabeça intensa.
  • Náuseas e vômitos.
  • Diarreia e dor abdominal.
  • Dor muscular constante.
  • Inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e sola dos pés.
  • Gangrena nos dedos e orelhas.
  • Paralisia dos membros que inicia nas pernas e vai subindo até os pulmões causando paragem respiratória.

 

Com a evolução da Febre Maculosa é comum o aparecimento de manchas vermelhas nos pulsos e tornozelos, que não coçam, mas que podem aumentar em direção às palmas das mãos, braços ou solas dos pés.

Diagnóstico

 

É realizado por exames laboratoriais que indicam a presença de anticorpos contra a doença.

 

Tratamento

 

O tratamento precoce da Febre Maculosa é essencial para evitar formas mais graves da doença e até mesmo a morte da pessoa. Assim que surgirem os primeiros sintomas, é importante procurar um médico para avaliação. O tratamento é feito com antibióticos.

PREVENÇÃO

 

Quando entrar em matas ou ambientes infestados por carrapatos

 

  • Use roupas claras e com mangas compridas para facilitar a visualização de carrapatos.
  • Use calças compridas, colocando a parte inferior por dentro de botas, preferencialmente de cano longo e vedadas com fita adesiva de dupla face.
  • Examine o próprio corpo a cada três horas a fim de evitar a presença de carrapatos. Quanto mais rápido eles forem retirados, menor a chance de infecção.
  • Não esmague o carrapato com unhas, pois ele pode liberar bactérias e infectar partes do corpo com lesões.
  • Para retirar o carrapato da pele, use uma pinça.
  • Evite sentar-se ou se deitar em gramados nas atividades de lazer, como caminhada, piquenique e pescaria.

 

REFERÊNCIAS

Ministério da Saude. http://www.saude.gov.br/saude-de-a-z/aedes-aegypti